Porque é tão importante fazer um planejamento patrimonial e sucessório?
Essa é uma dúvida que várias pessoas me levam tanto quando estou em contato com clientes em meu escritório, quando recebo perguntas de ouvintes em palestras que já proferi. Em verdade, não é da característica da grande maioria do povo brasileiro a preocupação em se preparar para um futuro, seja ele certo ou incerto.
Mesmo quando temos plena consciência de que o caminho mais correto a ser percorrido é adotar uma ação preventiva, agindo de forma antecedente a um fato que damos como certo, procrastinar ainda nos parece uma opção segura e utilizamos algumas desculpas para tentar fazer com que uma decisão procrastinadora nos pareça mais segura.
Ao executarmos nossas atividades diárias, estamos tão focados na produtividade e na busca do constante aperfeiçoamento pessoal, profissional, etc, que dificilmente paramos para refletir sobre o que fazer com tudo o que produzimos e acumulamos durante nossas vidas.
Buscamos prosperidade, executamos um plano de vida e, durante esses passos, dificilmente planejamos o que vamos fazer com tudo o que estamos edificando, conquistando.
Principalmente quando após atingirmos maturidade e reconhecimento profissional e estamos com uma carreira mais estabilizada, sabemos que trabalhamos não só para acumular mais riquezas e patrimônio, mas abrimos mão de precioso tempo com as pessoas que temos mais afeto para continuar trabalhando mais, acumulando mais e, no futuro, deixar uma vida mais confortável para quem vem depois.
Momentos que são impagáveis e que deixamos de conviver com nossos filhos e empregamos tempo na execução de nosso labor, na falsa certeza de que ?deixaremos tudo o que construímos para eles?.
E esse é que é o ponto mais importante! Nós sabemos perfeitamente que de tudo o que nós produzimos no ano, um ?x%? incidirá sobre nossas receitas e deverá obrigatoriamente ser pago ao governo.
Mas, e sobre o patrimônio que construímos? Quais impostos incidem hoje e quais incidirão quando eu não estiver mais aqui?? Quanto o ?sistema? levará de minha família ? leia-se: meus filhos ? quando eu não vier a faltar e apenas para eles terem acesso a um patrimônio que já é deles??
É justamente nesse segmento de nossas vidas que se insere o Planejamento Patrimonial e Sucessório da Família, com o intuito de organizar o patrimônio, protegê-lo e organizar a futura passagem dos bens dos pais para os filhos, aproveitando-se da forma que seja mais segura juridicamente e mais eficiente tributariamente.
Como já diria o poeta, ?quem se planejam não tem medo das surpresas que podem aparecer pelo caminho?.
Mas para que o Planejamento Patrimonial e Sucessório seja bem feito é preciso a quebra de alguns paradigmas enraizados em nossa sociedade e, o principal deles, é que o patrimônio não deve ser dos pais, pessoas físicas, mas da FAMÍLIA.
Essa forma de acumular patrimônio na pessoa física, herdado de nossos colonizadores portugueses, somado às normas legais em vigor no Brasil, é um dos principais fatores de dilapidação do patrimônio da família e que normalmente não está no campo de visão das pessoas.
Assim como em outros campos de nossas vidas, necessitamos de algo que a cada dia eu fico mais convencido que falta em nossa sociedade: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL!
Nesse cenário, um planejamento patrimonial evita perdas desnecessárias, trás ao nosso consciente algo que imaginamos que irá acontecer ?um dia? mas que não é quantificável atualmente, traz proteção a tudo o que foi construído à duras penas durante toda a vida produtiva dos pais e garante que 100% do patrimônio atual da família chegará efetivamente às mãos dos filhos um dia.